UPA Central de Votorantim demite 80 trabalhadores para driblar crise financeira da Prefeitura
Desde o fechamento da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Infantil, no final de agosto, pelo menos 80 funcionários da UPA Central de Votorantim foram dispensados. O motivo, segundo o Sinsaúde (sindicato que representa os trabalhadores), são as medidas de cortes de despesas adotadas pelo prefeito Weber Manga para tentar contornar a crise financeira da administração municipal. A mais recente medida, anunciada esta semana, é a implantação de uma “gestão compartilhada” entre a Prefeitura e a gestora já terceirada da UPA, o Instituto Moriah.

Segundo apurou o Portal Porque, a “gestão compartilhada” deverá permitir que a Prefeitura utilize servidores públicos para atuar em setores da UPA, enquanto o Moriah permanece responsável por alguns serviços e parte do quadro de funcionários. O modelo começa a funcionar na segunda-feira (3) e já resultou nas 80 demissões pelo Moriah.
O número total de demitidos pode ser ainda maior do que 80, pois o Sinsaúde não tem informações sobre o corpo médico nem sobre o número exato de enfermeiros dispensados, pois esses profissionais não são representados pelo sindicato dos demais trabalhadores de estabelecimentos privados de saúde.
Divisão da gestão
Funcionários afirmam que, na divisão de gestão, o Moriah permanece responsável pelo corpo clínico, exames, ambulâncias, refeições para pacientes e lavanderia, entre outros. O município deverá designar funcionários para a enfermagem, farmácia, medicamentos, recepção e controle de acesso.
De acordo com fontes ouvidas pela reportagem, houve ainda 10 demissões de funções administrativas da UPA devido aos cortes pedidos pelo prefeito, mas as dispensas foram reconsideradas e os trabalhadores foram recontratados e realocados. (Reprodução: Portal Porque)





