Cidade

Votorantim e suas duas datas comemorativas

Votorantim comemora seu aniversário em 8 de dezembro, mas que relação histórica tem o dia 27 de março para que justifique a existência de um feriado municipal? Que acontecimento relevante aconteceu nessa data para que a cidade celebre seu aniversário?

A Emancipação ocorreu com o plebiscito de 1º de dezembro de 1963. Seria natural que o aniversário de Votorantim fosse festejado nesse dia e mês, para valorizar a luta dos vanguardeiros em prol do desmembramento.

Porém, segundo relata o jornalista, historiador e ex-vereador César Silva, autoridades da época entendendo que dezembro ficaria recheado de feriados já que o dia 8 era feriado nacional a Nossa Senhora da Conceição e o dia 25 o Natal, então fizeram surgir a Semana da Emancipação, começando no dia 1º em alusão a data do plebiscito e culminando a programação no feriado nacional do dia 8. Porém anos depois, o feriado religioso deixou de existir.

“Por isso a necessidade de exaltar o 27 de março, que vai além da comemoração do resultado do plebiscito em 1º de dezembro. A Emancipação foi o grito de liberdade da maioria do povo querendo o desmembramento, mas o 27 de março de 1965 foi a sacramentação, a certeza que a população se sentia representada a partir daquela data, sabendo que Prefeitura e Câmara passariam a atender as demandas e gerir seus próprios destinos”, ressalta.

Assumiram mandato o prefeito Pedro Augusto Rangel, vice-prefeito Laurindo Alves da Silva e foram empossados como vereadores Domingos Metidieri Filho, José Carlos de Oliveira, Lázaro Alberto de Almeida, Pedro Guerra, Georgino Marques Dias, Newton Vieira Soares, Lázaro Antunes de Oliveira, Carlos Caldini e José Moreira de Souza Filho. Durante a primeira Legislatura assumiram a cadeira de vereador os suplentes Armando Benedetti e Sérgio Augusto Rangel.

Ele explica, num artigo em que escreveu, que o 27 de março marcou o fim da tutela de Sorocaba, o momento em que os recursos obtidos por meio de impostos, gerados de modo especial pelas indústrias, não iriam mais à cidade-mãe. Essa data deu ânimo aos moradores locais que passariam a ter vez e voz para revindicar serviços e benfeitorias públicas com a entrada em funcionamento da Prefeitura. “Então, por que não reconhecer essa data como o aniversário da cidade?”, questiona.

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