Votorantim completa 60 anos de instalação sem programação oficial num sinal de desconexão da atual gestão com a história da cidade
Votorantim completa, nesta quinta-feira (27), 60 anos de instalação do município – data que marca a posse do primeiro prefeito da cidade, Pedro Augusto Rangel, após a emancipação de Sorocaba por meio de um plebiscito.

Apesar de ser uma data de enorme relevância histórica, política e simbólica para a cidade e seus moradores até o momento, nenhuma programação comemorativa foi divulgada pelo atual governo municipal. O Jornal Olá solicitou informações à Prefeitura, sem qualquer tipo de retorno. Da mesma forma não consta nada nos canais oficiais de comunicação da administração.
Foi no dia 27 de março de 1965, que foi realizada a cerimônia de posse da primeira Câmara Municipal e do primeiro prefeito eleito de Votorantim, Pedro Augusto Rangel, marcando o início da vida administrativa autônoma da cidade. O município havia conquistado sua emancipação de Sorocaba no plebiscito realizado em 1º de dezembro de 1963, quando o “Sim” venceu com ampla maioria dos votos. Já a primeira eleição municipal ocorreu no dia 7 de março de 1965, data que também passou praticamente despercebida este ano.
A falta de reconhecimento público dessas datas contrasta com a importância que elas representam para a consolidação da identidade votorantinense.
Ao longo das últimas seis décadas, Votorantim deixou de ser um núcleo operário e se transformou em uma cidade estratégica no interior paulista, com forte presença industrial, crescimento urbano e papel crescente na Região Metropolitana de Sorocaba.
Votorantim chega aos 60 anos com desafios importantes, mas também com grande potencial de protagonismo regional — desde que reconheça e valorize sua trajetória.

Os 60 anos da instalação oficial deveriam servir como marco para reflexão e planejamento, valorização da história local e estímulo à participação cidadã. Conforme tem destacado não apenas este jornal, mas outros veículos de comunicação da cidade, a ausência de uma programação oficial nesta data histórica é um sinal de desconexão da atual gestão com a memória coletiva da cidade.




