Saúde

Funcionários da UPA de Votorantim voltam ao trabalho, mas sobram reclamações de usuários

Lentidão no atendimento aos pacientes, falta de pagamento de funcionários… Sobram problemas envolvendo a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Central de Votorantim. Nesta terça-feira (22), houve relatos de demora no atendimento.

“Aparentemente estão com menos funcionários ou estão fazendo uma “operação tartaruga”, disse uma paciente que preferiu não se identificar. “Ninguém dá satisfação”, emendou outra paciente.

Não bastasse ou isso, ou melhor, esse problema pode estar associado a outro: a falta de pagamento da empresa que é a gestora da unidade aos seus funcionários. Isso porque, depois da paralisação dos trabalhos os funcionários da unidade suspenderam a paralisação dos serviços na noite de segunda-feira (13). Segundo o Sindicato da Saúde de Sorocaba e Região (Sinsaúde), cerca de 140 trabalhadores continuam com os salários atrasados. Mesmo assim, eles decidiram interromper o ato após a prefeitura se comprometer a pagar os valores devidos, mediante acordo judicial.

Conforme o vice-presidente do Sinsaúde, Pablo Pistila, 30% da equipe continuou trabalhando nesse período, como determina a legislação em caso de greve em serviços essenciais.

Durante à noite, conforme Pistila, o prefeito Weber Manga (Republicanos) foi à UPA e negociou com a categoria. Ele disse que o sindicato propôs a quitação dos salários por meio de acordo na Justiça, e o chefe do Executivo de Votorantim aceitou. Ainda segundo o vice-presidente, o prefeito também se comprometeu fazer um chamamento emergencial para trocar a Organização Social (OS) que administra a unidade. Nesse caso, o sindicato pediu uma garantia da contratação dos atuais funcionários.

Segundo Pistila, advogados da prefeitura e do Sinsaúde, junto com uma comissão de trabalhadores, homologaram o acordo no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) no dia 14. Ele informa não haver prazo exato para o depósito dos pagamentos, pois depende de quanto tempo a Justiça levará para analisar o acerto. “Mas, pela experiência que já temos, isso é rápido. É mais ou menos a mesma situação que aconteceu com os trabalhadores da UPA do Éden, em Sorocaba. Acreditamos que, em torno de 15 a 30 dias, esses trabalhadores já estejam recebendo o atrasado”, prevê.

Salário e FGTS

Os profissionais deveriam ter recebido no dia 6 de janeiro, mas o salário não caiu até agora. De acordo com Pistila, o atraso se deve à demora da municipalidade em pagar a OS Avante Social, responsável pela gestão da Unidade de Pronto Atendimento. “A prefeitura alega que não repassou por falta de comprovação, pela empresa, de toda a documentação que é pedida, com a prestação de contas”, informa.

Outro problema é o não recolhimento de Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O integrante do sindicato afirma que, de algumas pessoas, o valor não é descontado desde quando a organização começou a atuar na UPA, em 2022. Em outros casos, os débitos em folha de pagamento foram interrompidos em junho de 2024. (Da redação com informações do Jornal Cruzeiro do Sul)

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