Saúde

Instituto Moriah assume gestão da UPA Central e Infantil em Votorantim

O Instituto Moriah, organização social que já administra o Hospital Municipal de Votorantim, agora será responsável pela gestão da UPA Central e da UPA Infantil. A medida foi oficializada na sexta-feira (14), com a publicação da dispensa de chamamento público no Jornal do Município, consolidando o Termo de Colaboração entre a Prefeitura e o Instituto Moriah.

A decisão tem base no artigo 30 da Lei Federal 13.019/2014, permitindo a formalização direta da parceria sem necessidade de novo chamamento público. O decreto estabelece que o Moriah será responsável pelo gerenciamento, operacionalização e execução dos serviços nas Unidades de Pronto Atendimento da cidade.
Desde 2007, o Instituto Moriah atua na gestão hospitalar e ambulatorial. Em Votorantim, a entidade é responsável pelo Hospital Municipal, um dos serviços públicos de saúde que não tem apresentado reclamações na cidade.

A transição da gestão para o Moriah gera expectativa entre a população e os trabalhadores da saúde das UPAs. Médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, atendentes e demais profissionais passam a ter uma nova administração, o que pode representar mudanças na organização do trabalho, fluxo de atendimentos e regularização de pagamentos.

Vale lembrar que em 13 de janeiro, dezenas de trabalhadores das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Central e Infantil de Votorantim, sob gestão da OS Avante Social, decidiram paralisar as atividades devido ao atraso no pagamento dos salários. Na mesma noite, os profissionais interromperam o ato após a prefeitura se comprometer a pagar os vencimentos devidos, mediante acordo judicial.

O valor de R$ 2,5 milhões para a quitação dos salários, das férias proporcionais e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) foi depositado em 21 de janeiro. Na ocasião, Pablo Pistilla, vice-presidente do Sinsaúde, contou que a prefeitura não havia realizado o repasse à Avante Social, há dois meses e, por este motivo, não teria sido feito o pagamento dos salários.

Assim que assumiu o mandato, o prefeito Weber Manga, ao lado do secretário de Finanças, João Luis de Sousa, convocou a imprensa para revelar falta de caixa do município. Ele disse que a gestão anterior, que tinha como prefeita Fabíola Alves (PSDB), usou a fonte 1 (recursos de arrecadação de impostos) para pagar obras e outros projetos. A antecessora rebateu e classificou as declarações como precipitadas.

Maria Batista de Souza, de 65 anos, moradora do Parque Bela Vista, diz estar otimista em relação à nova administração. “A população clama por qualidade de atendimento na saúde e todos os serviços públicos, afinal, pode parecer fala batida, mas pagamos nossos impostos e é dever do Estado, como diz a constituição, garantir serviço público e de qualidade”, ressaltou.

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