Mistério: Cetesb não descobre origem de cheiro ‘tóxico’ na zona leste
A Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) informou ao Portal Porque que não conseguiu identificar a origem do forte odor que tomou conta da zona leste de Sorocaba, intoxicando moradores, principalmente idosos e pessoas com problemas respiratórios. O cheiro era descrito pela população como semelhante ao de cabo ou plástico queimado.

O Porque publicou uma reportagem sobre o problema no dia 13 de maio. Na ocasião, a Cetesb informou que havia enviado equipes para averiguar o caso. No dia 19 de maio, a Companhia afirmou que, após a fiscalização, técnicos constataram irregularidades na região, como queima de resíduos e emissão de odores, que poderiam estar relacionadas ao problema.
Questionada sobre quantas ou quais empresas teriam relação direta com o cheiro relatado pelos moradores, a Companhia acrescentou: “As empresas autuadas não tinham relação com o odor. Quando forem concluídas todas as etapas jurídicas de notificação, os nomes ficarão disponíveis”.
Nesta terça-feira (16), o Porque voltou a questionar a Cetesb sobre o andamento do processo e se havia atualizações sobre o caso. Em nota, a Companhia respondeu que “após ações intensivas de fiscalização realizadas entre os dias 12 e 16 de maio, não foi possível identificar os responsáveis pela emissão dos odores que causaram incômodo à população”.
A Companhia acrescentou, no entanto, que não recebeu novos registros relacionados à ocorrência, mas segue acompanhando o caso. À reportagem, moradores também afirmaram que não sentem o cheiro há cerca de um mês, embora continuem cobrando respostas sobre sua origem.

Relembre o caso
No dia 13 de maio, o Porque noticiou que diversos bairros da zona leste de Sorocaba, como Vila Hortência, Morros, Vila Colorau, Jardim Prestes de Barros e Vila São Domingos, entre outros, sofriam com o forte odor, percebido com maior intensidade no fim da tarde e durante a madrugada. Uma proprietária de uma creche para cães afirmou que até mesmo os animais apresentaram sintomas como vômito, crises de asma e febre.
Um morador da Vila Colorau, que preferiu não se identificar, relatou que o odor já era percebido no bairro havia mais de um mês. Como o cheiro era sentido principalmente durante a madrugada, moradores chegaram a cogitar a presença de usuários de drogas na região ou até mesmo a possibilidade de alguém estar espalhando veneno no local. No entanto, a situação se agravou e se intensificou nos dias que antecederam a publicação da primeira reportagem do Porque sobre o caso, entre 11 e 12 de maio.
“Todo santo dia a gente sente esse cheiro. Ele começa por volta das 17h ou 18h e vai noite afora. E temos relatos de pessoas hospitalizadas com problemas respiratórios na região da Vila Hortência”, disse à época.
Devido à gravidade da situação, moradores da zona leste criaram um grupo no WhatsApp para compartilhar relatos e cobrar providências do poder público.
Confira, na íntegra, a nota da Cetesb:
“A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) informa que, após ações intensivas de fiscalização realizadas entre 12 e 16 de maio, não foi possível identificar os responsáveis pela emissão dos odores que causaram incômodo à população.
A Cetesb segue acompanhando o caso e informa que não recebeu novos registros relacionados à ocorrência após esse período. A participação da população é fundamental para auxiliar na identificação das fontes emissoras. As denúncias podem ser registradas pelo telefone 0800 500 1350, com atendimento 24 horas, ou pelo formulário disponível no site da Companhia.”

