Polícia Federal aponta Rodrigo Manga como líder de organização criminosa e beneficiário de esquema
O documento que embasou o afastamento de Rodrigo Manga (Republicanos) do cargo de prefeito de Sorocaba (SP) por 180 dias aponta o político como líder de uma organização criminosa e beneficiário de esquema de corrupção envolvendo contratos públicos.

O g1 e a TV TEM tiveram acesso aos documentos que mostram também como era o suposto esquema e a participação do cunhado e do empresário do prefeito, que foram presos na segunda fase da Operação Copia e Cola, na quinta-feira (6).
A investigação aponta que estes contratos não passavam de “ficção” e “estratagema”, usados como estratégia para fazer o dinheiro proveniente da atividade criminosa desenvolvida pelo grupo parecer legítimo e voltar a circular na economia. Os valores supostamente lavados por meio desses contratos alcançam quantias significativas. Somente com a empresa de Marco Mott (Sim Park), foram R$ 448,5 mil; e com a entidade religiosa R$ 780 mil, pagos em parcelas mensais. A Polícia Federal identificou sinais de que o esquema criminoso estaria diretamente ligado ao exercício da função de prefeito. As atividades ilícitas, que incluem lavagem de dinheiro e crimes antecedentes contra a administração, teriam se iniciado logo nos primeiros dias do mandato de Manga, em janeiro de 2021.



