Sorocaba está muito distante de ser a melhor cidade para se viver no Brasil, segundo revelam diversos indicadores
Índices, levantamentos e estudos realizados por diversas instituições e organizações que avaliam uma série de indicadores socio-socioeconômicos para ranquear as melhores cidades do Brasil para se viver divulgados nos últimos dias revelam que Sorocaba está muito longe de chegar ao topo, conforme tem como lema adotado o prefeito Rodrigo Manga (Republicanos).

Manga tem usado o bordão “Vamos fazer de Sorocaba a melhor cidade do Brasil para se viver”, entretanto, para se ter ideia, a Organização das Nações Unidas (ONU) realizou um levantamento de dados e comparou informações sobre educação, saúde, expectativa de vida, renda e emprego de todas as cidades brasileiras. Essa pesquisa, que apontou as cidades com o alto grau de desenvolvimento humano, resultou em um ranking das 50 melhores cidades para se viver. No levantamento realizado pela ONU, a cidade de São Caetano do Sul, localizada em São Paulo, ficou com a primeira colocação, com o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,862. Seguida de Águas de São Pedro (SP), 0,854, e Florianópolis, com o IDH na casa dos 0,847. Sorocaba aparece na 49ª posição.
Recentemente, mais precisamente, no dia 11 de janeiro deste ano, foi divulgado o Índice de Progresso Social (IPS), que revelou as melhores cidades para morar no Brasil, destacando Gavião Peixoto, no interior de São Paulo, como a líder do ranking e a melhor cidade para se viver.
O IPS é uma métrica que avalia aspectos como educação, saúde, segurança e qualidade ambiental. Ele é uma alternativa às análises que se baseiam exclusivamente no PIB, pois considera o bem-estar das pessoas e as condições que as comunidades oferecem para uma vida digna. Sorocaba não figura nesse ranking, das “top 20”.
Para o especialista em gestão pública, José Carlos de Oliveira Salgado, Sorocaba tem melhorado de forma significativa no que se refere a indicadores que medem a qualidade de vida, entretanto, não suficiente para mudar o cenário, uma vez que as cidades que estão à sua frente, também acompanharam esse desenvolvimento. “Sorocaba registrou um avanço importante em diversos indicadores socioeconômicos, ou seja, um ótimo desenvolvimento, mas, por outro lado, cidades do mesmo porte ou até mesmo menores estão investindo em uma proporção semelhante, o que afeta diretamente nesse processo”, destacou o especialista.

Para José Carlos de Oliveira, Sorocaba tem problemas de cidade grande e que precisam ser superados. Citou como exemplo, os congestionamentos em horários de pico, violência, ônibus lotados em horários de pico, além de problemas relacionados à saúde, como falta de medicamentos de alto custo e longas filas para atendimento em consultas com médicos de especialidades na rede pública municipal.
Maria de Souza Tavares, de 59 anos, moradora do Residencial Carandá, diz “não ver essa cidade que o prefeito pinta para a população”. “Ele (prefeito) fala de boca cheia que Sorocaba é a melhor cidade para se viver. Será? Será que ele fica mais de uma hora esperando ônibus para ir até o centro a partir das sete da noite? Ele conhece bem a periferia e seus problemas?”, questiona em tom crítico.



