Terceirizada deixa escolas e creches municipais sem papel higiênico e sabonete segundo revelou o Portal Porque
A terceirizada Proshield Terceirização de Serviços Ltda, que possui contrato com a Prefeitura de Sorocaba para limpeza e fornecimento de produtos em escolas municipais, não tem entregado insumos de higiene em vários CEIs (Centros de Educação) e EMs (escolas municipais). Itens como papel higiênico e sabonete líquido para as mãos estão em falta desde segunda-feira (25) e, até às 14h da sexta-feira (29), não haviam chegado nas unidades ouvidas pelo Portal Porque.

A falta desses itens e outros deixam bebês, crianças e profissionais vulneráveis à proliferação de doenças contagiosas, como a infecção conhecida como mão-pé-boca. Na falta deles, os servidores municipais têm colocado dinheiro “do próprio bolso” para mantê-los disponíveis para crianças e adultos nas creches.
Em nota enviada ao Porque, a Secretaria da Educação diz que o contrato com a empresa está vigente e regular e que se: “São identificadas eventuais falhas no fornecimento de materiais ou na prestação dos serviços contratados, as ocorrências são formalizadas e encaminhadas imediatamente à empresa para correção” (leia a nota na íntegra abaixo).
A lista de insumos faltando é grande: papel higiênico, toalha de papel, sabonete líquido, álcool gel, sabão em pedra, sabão em pó, cloro, limpador multiuso, detergente, entre outros. Nos grupos de WhatsApp, dirigentes escolares pedem paciência à equipe. A promessa da Proshield é que os itens sejam entregues na segunda-feira (1º).
“Essa porcaria de empresa terceirizada da limpeza das escolas vive deixando a escola desabastecida. Outro dia não tinha papel higiênico pra funcionárias nem crianças, a diretora foi e comprou para não ficar sem nada”, irritou-se uma servidora.

No contrato firmado com a Prefeitura, a empresa é responsável por fornecer, ao todo, 27 itens incluindo também flanelas, papel toalha, pedra sanitária, amaciante de roupa, cera incolor, esponjas de aço e dupla face, inseticida em spray e sacos alvejados. Mensalmente, a Proshield custa R$ R$ 1.464.081,67 para atender 41 escolas da rede municipal. O contrato, que tem caráter emergencial, foi assinado para doze meses e tem validade até final de junho.
Outro lado
Em nota enviada pela Prefeitura, “A Secretaria da Educação (Sedu) informa que o contrato firmado com a empresa Proshield encontra-se vigente, regular e é acompanhado permanentemente por fiscais designados pela Administração Municipal. Sempre que são identificadas eventuais falhas no fornecimento de materiais ou na prestação dos serviços contratados, as ocorrências são formalizadas e encaminhadas imediatamente à empresa para correção. E o monitoramento da Sedu é contínuo sobre a execução do contrato, se necessário, adotando as medidas administrativas cabíveis para garantir seu funcionamento.
O espaço permanece aberto para a empresa caso queira se pronunciar. (REPRODUÇÃO: REPORTAGEM PORTAL PORQUE)




