Trabalhador enfrenta vírus do desemprego
Este primeiro de maio é um dos mais difíceis para os trabalhadores dos últimos anos. Depois da Reforma Trabalhista e Reforma da Previdência, este ano os trabalhadores estão enfrentando também o Coronavírus, que já vem causando um aumento no número de desempregados.
Segundo a FGV (Fundação Getúlio Vargas), o desemprego no Brasil está em torno de 11,6%, ou seja, 12,3 milhões de pessoas, mas a tendência com a quarentena em razão do Coronavírus é esse número aumentar.
O Instituo de Economia da própria FGV, em um estudo pessimista, indica que a taxa de desemprego em razão da pandemia vai subir para 23,8%, ou mais de 12,6 milhões de pessoas desempregadas, em um cenário assustador.
O desemprego deve atingir todos os setores, mas nem todas as notícias são pessimistas. Na China, epicentro da pandemia, uma parte da economia já está reagindo e mesmo com o país parado por cerca de três meses, acredita-se em crescimento superior a 3% esse ano.
No Brasil o cenário não é tão promissor. A recessão bate à porta, mas o brasileiro sempre se reinventa. Descobre nas iniciativas criativas a forma de contornar a crise. Basta observar quantas pessoas estão produzindo máscaras para vender.
O risco maior também é relativo a queda na renda dos trabalhadores, que aceitaram diminuir salários ou interromper por um período o contrato de trabalho. Os pequenos e micros comerciantes também sentem na pele a dificuldade em honrar seus compromissos.
Apesar das notícias não serem otimistas, o trabalhador brasileiro merece todo o aplauso. Os coletores de lixo continuam trabalhando. Profissionais da saúde estão nos hospitais. Caixas de supermercados, frentistas de postos de combustíveis, todos estão na ativa.
O povo do campo continua abastecendo as nossas mesas e mesmo diante de tanta dificuldade continuamos unidos. Deus cuide dos nossos trabalhadores e de suas famílias neste momento tão difícil e nos dê força para no outro dia levantarmos e vermos o Sol nascer.





