Região

Médicos da Upa em Votorantim tomam mais um calote e retomam protesto nesta 5ª

Alegando falta de repasse do governo Weber Manga (Republicanos), o Instituto Moriah mais uma vez atrasou o pagamento dos médicos da Upa Central e do Hospital Municipal de Votorantim. Os profissionais têm valores a receber desde dezembro. Os médicos da Upa vão retomar nesta quinta-feira (26) a chamada “operação tartaruga”, na qual reduzem o ritmo e o volume de atendimento de pacientes, em protesto contra o atraso na remuneração.

O recurso da “operação tartaruga” foi utilizado pelos médicos da unidade entre os dias 12 e 18 de março, por causa dos atrasos nos pagamentos dos plantões de Natal e Ano Novo e nos salários de janeiro. Na ocasião, o atendimento foi reduzido de cerca de dezoito para quatro pacientes por hora, gerando fila na unidade.

No dia 18, o atendimento começou a ser normalizado porque a Prefeitura fez parte do repasse e o Moriah pagou 50% da remuneração de janeiro, deixando ainda em aberto os bônus de Natal e Ano Novo. Os médicos também cobram o pagamento de fevereiro, vencido no dia 20 de março.

Prefeitura e Moriah pediram uma tolerância de cinco dias a mais aos médicos; e prometeram acertar todos os atrasados até quarta-feira, dia 25 de março. Porém, mais uma vez a promessa não foi cumprida, nem para os médicos da Upa nem para os do Hospital Municipal.

Os profissionais do hospital ainda estão tentando resolver por meio de ofícios de cobrança, mas não descartam em breve começar a interromper o serviço.

Atrasos nas contas pessoais
Um dos médicos da Upa, ouvidos pela reportagem, que terá o nome mantido em sigilo, afirmou que vários profissionais vão passar a atender somente os casos mais graves, que são os pacientes que recebe classificação amarela e vermelha.

“Essa situação é humilhante. Como qualquer pessoa, trabalhamos e queremos receber por isso. Também temos contas a pagar, boletos. Pagamos multa e juros quando atrasamos as contas. Além de não termos mais data certa para receber, ainda recebemos parcelado e sem acréscimo pelos atrasos”, desabafa um médico da Upa.

Outro profissional, que atua no Hospital Municipal, também expõe sua indignação à reportagem. “Essa situação tornou-se insustentável. O impacto não é apenas profissional, mas também pessoal e social, afetando diretamente nossa vida. Possuímos compromissos financeiros básicos, como aluguel, contas e manutenção familiar. Ressalto que se trata de um ambiente de trabalho positivo, porém a falta de regularidade nos pagamentos inviabiliza a permanência dos profissionais”.

Sem informação da Prefeitura
A reportagem, mais uma vez, tentou obter informações junto à Prefeitura sobre a falta de repasses ao prestador de serviços. Também foi perguntado sobre o prazo estimado para pagamento e sobre o risco de interrupção no atendimento. Novamente o governo Weber ignorou as perguntas de caráter jornalístico.

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