Sorocaba e região contam com mais de 6,5 mil vigilantes
Uma demanda crescente por condomínios, a insegurança e o aumento do número da criminalidade, sobretudo nas grandes cidades tem feito com que cada vez mais haja a procura por serviços de vigilância. E, com isso, também uma elevação das contrações desses profissionais. Em Sorocaba e outras 53 cidades da região administrativa, o número desses profissionais já chega a 6,5 mil, segundo dados do Sindicato da Categoria Profissional dos Trabalhadores e de Empregados em Vigilância e Segurança Privada/Conexos e Similares de Sorocaba e Região (Sindivigilância Sorocaba).

A demanda por serviços de vigilância e monitoramento é cada vez maior. Situações de insegurança pessoal e patrimonial se repetem a cada dia com mais frequência. Por outro lado, existe a necessidade de uma boa formação dos profissionais que atuam nesse segmento. Trata-se de uma exigência não apenas do mercado, mas da própria qualidade do serviço que deve ser prestado, ressalta o presidente da categoria em Sorocaba e região, Sérgio Ricardo
Assim, os diversos desafios que podem surgir a qualquer momento na rotina diária do trabalho requerem pessoal devidamente preparado. Cursos de capacitação e trabalhos de reciclagem contínua fazem parte da formação de um bom vigilante. Ele explica que para ser um vigilante, o interessado/candidato precisa passar por três etapas básicas: Frequentar e ser aprovado no Curso de Formação de Vigilantes; Ter seu Certificado de Formação reconhecido e protocolado pela Polícia Federal; Concorrer a uma vaga de emprego, em numa empresa especializada ou que possua serviço orgânico de segurança, ser aprovado e contratado para cargo de vigilante. Diferente da função de segurança, a de vigilante é considerada uma profissão legal, e para trabalhar na área é necessário um curso de formação específica. “Essa é uma área que oferece um grande número de oportunidades no mercado de trabalho. Mas, para obter sucesso nessa carreira, é preciso saber escolher um bom curso de vigilante”, explica.
Segundo ele, a segurança patrimonial e pessoal, hoje, dispõe de recursos tecnológicos que facilitam o desempenho e aprimoram a capacidade de monitoramento. Por essa razão, os vigilantes devem estar muito bem preparados para lidar operacionalmente com esses equipamentos como instrumentos de trabalho. Para garantir que os profissionais que passam por um curso de capacitação estejam aptos, todo o processo deve estar em condições regulares e em conformidade com as exigências da legislação aplicável. É essencial que equipes de monitoramento e segurança disponham de certificação de sua formação. “Desse modo, um bom curso de vigilante deve prover a instrução, o treinamento e a vivência necessários para a excelência do desempenho que se espera. Uma grade curricular que atenda aos requisitos, complementada com a experiência dos respectivos instrutores é capaz de formar vigilantes em condições de responder às demandas do mercado”, ressalta e completa: “O Sindicato tem papel fundamental no auxílio desses profissionais. Hoje, oferecemos auxílio na formação, auxílio jurídico, colônia de férias, bolsa emprego, além de outros benefícios”.
História do Sindicato

Sérgio Ricardo destaca que o sindicato começou a se organizar a partir do mês de junho do ano de 1983, com o reconhecimento da categoria profissional , com o advento da Lei 7.102/83, regulamentada pelo Decreto 89.056/83 que vieram normatizar os segmentos laboral e econômico e com o surgimento a partir de 1986 de sindicatos profissionais, os trabalhadores de Sorocaba se organizaram e conseguiram fundar a Associação Profissional dos Empregados em Empresas de Segurança deSorocaba.
A referida Associação foi reconhecida pelo Ministério do Trabalho em 02 de abril de 1987, conforme o artigo 558 da Consolidação das Leis de Trabalho e seus parágrafos. “Porém muito embora a Associação através de sua diretoria lutasse com denodo em prol dos trabalhadores representados, tornava-se necessário a sua transformação em sindicato para que pudesse representar os trabalhadores em dissídios coletivos e conquistas para a categoria profissional”, destacou e completou: “Após serem transpostos muitos obstáculos, no dia 21 de Abril de 1988 tornou-se realidade o maior anseio dos trabalhadores, que eram representados pela Associação; foi reconhecido pelo Ministério do Trabalho o Sindicato dos Empregados de Empresas de Segurança e Vigilância de Sorocaba e Região, por ato de Almir Pazianotto Pinto, na época Ministro do Trabalho. A categoria profissional é coordenada pela Federação dos Trabalhadores em Segurança e Vigilância Privada, Transporte de Valores, Similares e Afins do Estado de São Paulo. O Sindicato além de representar os empregados de Empresas de Segurança e Vigilancia, representa também todos os trabalhadores lotados na Segurança Orgânica, ou seja, empregados lotados em quadros de segurança própria de qualquer segmento que o mantenha”.




