Médicos de hospital em Votorantim estão sem salários e podem parar de atender
Os salários dos médicos contratados pelo hospital municipal de Votorantim estão atrasados desde o dia 20 de dezembro. Profissionais ouvidos pelo Portal Porque afirmam que atrasos nos pagamentos vêm acontecendo há quatro meses. Eles estão se organizando e tomando providências legais para parar o atendimento a fim de exigir respeito profissional e cumprimento das normas trabalhistas. O hospital é administrado pelo Instituto Moriah, que, por sua vez, é contratado pela prefeitura.

Ainda esta semana, os médicos do hospital, contratados pelo regime de PJ (pessoa jurídica), devem notificar o empregador (Moriah) e o Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) sobre a possibilidade de paralisação por falta de pagamento. O salário que deveria ter sido pago dia 20 de dezembro é referente aos serviços prestados em novembro, pois os médicos recebem quase um mês depois do período trabalhado.
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Segundo informações obtidas pela reportagem, os médicos da UPA Central (Unidade de Pronto Atendimento do Centro) também estão com salários atrasados. O Instituto Moriah é igualmente responsável pela gestão da UPA. Mas os médicos de cada uma das duas unidades, por enquanto, estão se organizando de forma isolada.
Protesto dia 3
Na noite de sábado (3), os profissionais chegaram a fazer um protesto, com paralisação relâmpago no atendimento, devido à falta de pagamento. Na ocasião teria havido promessa que que prefeitura e o Moriah se reuniriam no começo da semana para resolver a situação, o que não aconteceu, de acordo com eles.
Uma das fontes ouvidas pelo Porque reclama, além da falta de salários, incomoda justamente da falta de informações e satisfações pela prefeitura e pelo Instituto Moriah. “Ninguém fala absolutamente nada, nem do Moriah e tampouco da prefeitura. Não nos posicionam sobre datas e não dão justificativas.”
Nos corredores no hospital e da UPA, o comentário é que os atrasos têm acontecido devido à falta de repasse do governo Weber Manga (Republicanos) à terceirizada da saúde, como tem ocorrido em diversos outros setores, visto que a prefeitura está em assumida crise financeira há meses.
“Estamos vindo [trabalhar] pelo compromisso. Vários colegas pediram demissão, outros exaustos para não desfalcar a escala. Estamos trabalhando pelo compromisso com os pacientes e para ajudar os colegas”, relata outro profissional.
Os médicos acionaram o Cremesp no lugar do sindicato da categoria porque não têm informações de atuação da entidade sindical deles nos últimos anos. Já o Sinsaúde (Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos Privados de Saúde) representa parte do corpo de enfermagem, pessoal administrativo e recepção, entre outros. Mas não pode representar médicos.
Sem resposta da prefeitura e do Moriah
O Portal Porque enviou perguntas ao Instituto Moriah sobre os atrasos nos pagamentos e possível falta de repasse da prefeitura à terceirizada, além da possibilidade de greve no hospital municipal e na UPA Central. Porém, até a publicação desta matéria, nenhum dos dois havia encaminhado respostas. Caso respondam, a reportagem poderá ser atualizada. (Com informações do Portal Porque)




