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Presidente da Câmara de Sorocaba, o pastor Luís Santos, trata ato contra internação involuntária com autoritarismo e deboche

O protesto contra a decisão do prefeito Rodrigo Manga (Republicano), que decretou a internação involuntária de dependentes químicos em Sorocaba, realizado na sessão desta terça-feira (4), foi tratado com autoritarismo e deboche pelo presidente da Câmara de Vereadores, Luís Santos (Republicanos). Organizado pelo Flamas (Fórum da Luta Antimanicomial de Sorocaba), o ato pedia a revogação do decreto.

Luís Santos, da base governista, avisou aos manifestantes que havia determinado a retirada dos cartazes colocados na parte externa da Casa de Leis. Sob gritos que pediam respeito ao ato, o parlamentar reafirmou sua posição.

“Eu determinei arrancar todos os cartazes que estavam na parte externa da Câmara. Aqui dentro vocês podem fazer, mas lá fora tem que pedir autorização, isso aqui não é casa de mãe Joana. Aqui é pública, mas tem comando.”

O presidente da Câmara também debochou dos manifestantes, insinuando que eles não sabem a diferença entre decreto e projeto de lei. “Quem fez o decreto foi o prefeito. Vocês deveriam estar lá na porta da prefeitura. Mas aqui tem imprensa, vocês podem fazer o auê, causar. Vão lá para a porta da prefeitura, não aqui. Foi um decreto. Se é que vocês sabem a diferença entre decreto e projeto de lei”, disse.

Cristiano Passos (Republicanos), também base governista de Manga, reclamou do ato e disse que os vereadores da situação não iriam “mover uma palha” contra a decisão do prefeito.

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